terça-feira, 24 de novembro de 2009

Entrevista com Roger Silverstone

Segundo Roger Silverstone, autor do livro "Por que estudar a mídia?", devemos estudá-la para compreender o processo de mediação e compreender/identificar momentos em que ele falha, distorcido pela tecnologia ou de propósito. O entrevistado sabe que os meios de comunicação influenciam o cotidiano das pessoas,embora não se possa medir esses efeitos. Alguns se julgam equilibrados ao usar a mídia, mas Roger afirma que falta muito pra dominá-la, ela detém um poder nada inocente.
As novas gerações possuem muita habilidade para usufruir desses poderosos meios de comunicação, alguns até a utilizam de forma criativa e responsável, mas devemos equilibrar essas relações. A mídia afeta nossa rotina. Não possuimos instrumentos sofisticados para mensurar essa influência. A qualidade da mídia também é muito subjetiva. Hoje temos muita mídia, mas ela não está ao alcance de todos. Precisamos discutir mais sobre o tema.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rádio na Escola

Ler esse texto reportou-me aos comentários que meus avós faziam sobre a magia do rádio, e o quão saudosamente se referem aquele tempo...
Esquecido, ou desprestigiado devido a chegada dos televisores, o rádio busca sobreviver, ainda mais nos tempos atuais, com os atrativos da informática.
Ele continua presente na vida das pessoas, trazendo música, notícia e serviço público. Pode ser adquirido a um custo baixo, o que facilita o acesso as informações. Tarefas do dia-a-dia podem ser executadas enquanto ouvimos rádio, inclusive utilizar a internet.
Com pouco investimento as escolas podem montar sua própria rádio, e propor que os alunos produzam os programas. Eles se sentem valorizad0s, prestigiados pelos demais colegas e esse trabalho pode ser um forte aliado da tão buscada interdisciplinaridade. O aluno desperta também o interesse pela pesquisa bem como sua criatividade.
Ninguém pretende criar radialistas, mas alunos com autonomia para planejar, se comunicar e expressar suas ideias. Amplia a questão até para avaliar a qualidade dos programas de rádio oferecidos a crianças e jovens.
Eu particularmente ouço umas 3 horas de rádio por dia, e aprecio muito, me ajuda a superar os 120 quilômetros que percorro todos os dias de minha casa até a escola.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento

Juan Ignacio Pozo


Vivemos na SOCIEDADE DA APRENDIZAGEM (Pozo 2002), e aprender é uma exigência social crescente. Espera-se que consigamos dominar inúmeros conhecimentos e aprender de diferentes maneiras. Para tanto, precisamos conhecer as características dessa nova forma de aprender e adaptar-nos a elas. Hoje, apesar da oferta de maior tempo dedicado a aprender, vemos as estatísticas alarmantes do baixo desempenho escolar.
A imprensa tornou possível novas formas de ler e isso mudou a cultura da aprendizagem. Exige-se da escola e dos professores novas formas de alfabetizar. Não podemos estar alheios a esse processo. A informação tornou os saberes mais acessíveis, temos a possibilidade de divulgar ideias e acessar as produções dos outros. As competências esperadas para o uso consciente dessa oferta, exige leitura crítica e olhar apurado.
A escola não é mais a pimeira e nem a principal fonte de conhecimento. Precisamos preparar os alunos para um acesso que dê sentido a informação. VIVEMOS NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO, NÃO DO CONHECIMENTO. Isso nos leva a incertezas intelectuais, há um relativismo dos saberes, uma diversidade de perspectivas e interpretações, os pareceres se tornam individuais. Para acompanhar essas mudanças, as teorias da aprendizagem precisam ser revistas. Os saberes terão "prazo de validade", como diz o autor.
Não me sinto suficientemente preparada para essas novas e imprevisíveis demandas de aprendizagem. Esse nova aprendizagem espera que alunos e professores desenvolvam a capacidade de aquisição, interpretação, análise, compreensão e comunicação das informações. Nós precisamos vencer esse desafio antes dos alunos, para que possamos subsidiar esse processo.